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Silencie!

Nos dias de hoje somos expostos a muitos ruídos, é bastante raro encontrarmos um ambiente silencioso. Constantemente estamos ouvindo o som da televisão, rádio, transito, vozes, sirenes. Por mais estranho que seja, estudos comprovam que todos esses sons têm efeitos em nossa saúde mental e em nosso humor. Por isso, se faz necessário o silêncio de tempos em tempos. O cérebro necessita de pausas para o nosso bom funcionamento.

         Um estudo feito com ratos, publicado na revista Brain Structure and Function, mostrou o efeito do silêncio sobre o cérebro deles. Foi descoberto que quando os ratos foram expostos a duas horas de silêncio diário, foram desenvolvidas novas células numa região do cérebro associada à memória, emoção e aprendizagem.

         Um provérbio chinês diz “A palavra é prata, o silêncio é ouro”, e é bem por aí. Existe uma sabedoria enorme no silêncio, muitas vezes não há nenhuma palavra que possa falar mais que ele. É no silêncio que conseguimos nos ouvir, colocar as ideias e pensamentos em ordem, identificar vários sentimentos e emoções. É no silêncio que conseguimos nos conhecer mais profundamente.

         Como vivemos uma vida bastante atarefada, corrida e cheia de demandas, seja no trabalho ou em casa, esquecemos da paz, da leveza e do sossego que a ausência de som nos traz. Um filósofo americano chamado William James, escreveu, em um dos seus artigos, que é preciso exercitar o silêncio. Ele disse:“O exercício do silêncio é tão importante quanto a prática da palavra.”

         Não nos damos conta, mas evitamos constantemente ficar em silêncio. Buscamos o barulho inclusive quando temos a oportunidade de nos afastarmos dele. Deveríamos nos perguntar qual é o motivo de termos medo do silêncio. Nós nos sentimos sozinhos se não houver barulho? Uma boa resposta para isso é que temos medo de descobrir e identificar coisas em nós mesmos

         Já pararam para pensar que no barulho nós não nos ouvimos? E se não conseguimos nos ouvir, como teremos uma mente leve, lúcida e clara para tomar determinadas decisões em nossas vidas?

         A prática do silêncio, acompanhado da prática do mindfulness (atenção plena) é um convite para você se aprofundar numa experiência de auto investigação e apropriar-se de um senso de presença mais profundo. Muitas vezes, através dessas práticas, conseguimos acessar várias partes nossas jamais acessadas antes e isso acaba sendo um trampolim para nosso processo de autoconhecimento.

         O barulho e a agitação nos afastam de nós mesmos. É importante nos presentear, diariamente, com momentos de silêncio, de meditação, para relaxar e acalmar a mente, para assim, lidar melhor com o barulho que existe dentro de cada um de nós.

         Ao invés de ligar o rádio assim que entra no carro, deixe-o desligado; deixe a televisão desligada por um determinado período do dia; em seu momento de exercícios físicos, se afaste dos fones de ouvido; ao deitar para dormir se desconecte de tudo e sinta a paz daquele momento. Todos esses exercícios é uma oportunidade única para você se conectar com o seu silêncio interior e sentir como você reage a ele.

         Procure o seu silêncio, desligue-se do exterior, apenas se ouça e se descubra através dele. É transformador!

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Mindfulness e o mundo corporativo

O mundo corporativo tende a ser bastante atribulado e corrido. Prazos apertados, projetos importantes e metas a serem alcançadas fazem parte da rotina atribulada de algumas empresas. Em contra partida, estamos cercados de várias distrações que comprometem nossa produtividade e nosso foco.
         Uma olhadinha nas redes sociais, uma mensagem no whatsapp, conversas paralelas, pensamentos aleatórios, problemas pessoais… quando nos damos conta, estamos no piloto automático. O trabalho se torna mecânico, sem foco e não estamos 100% concentrados no que estamos realizando.

         Pensando em todos esses problemas que atrapalham a produtividade de seus funcionários, muitas empresas vêm adotando recursos de autoconhecimento, como o Mindfulness (atenção plena). O mindfulness utiliza técnicas de meditação que agem especificamente na atenção e no foco, driblando vários problemas de procrastinação e produtividade que atrapalham o desempenho geral da empresa.

         O mindfulness vem sendo adotado por várias empresas conhecidas mundialmente como o Facebook, Google, Linkedin e várias startups no Vale do Silício. Seus funcionários se reúnem para práticas de exercícios, aliviando o estresse e melhorando a concentração e produtividade.

         O Google, por exemplo, acredita tanto nos resultados do mindfulness que criou um programa destinado a essa técnica de meditação, o Search Inside Yourself, ou “busque dentro de você mesmo”, traduzido para o português. O Programa é baseado em técnicas de meditação Mindfulness, juntamente com Inteligência Emocional, Neurociência e técnicas de liderança.

         Mas, o que é mindfulness?

         Mindfulness é um conjunto de técnicas práticas, possíveis e cientificamente comprovadas que ajudam a focar no momento presente, sem deixar o passado ou o futuro nos afetarem, tornando a nossa mente mais desperta e saudável, sendo nossa aliada. O objetivo do mindfulness é sair desse estado de falta de consciência e viver uma vida consciente do momento presente, dos nossos sentimentos e sensações. O mindfulness ajuda a perceber o quanto entramos no “modo zumbi” ou no conhecido “piloto automáico” e tentar sair dele. No início tende a ser desconfortável, mas depois é transformador.

         O mindfulness utiliza técnicas de meditação e outros treinamentos para alcançar esse estado de atenção plena, estimulando o autoconhecimento, o controle e o equilíbrio emocional. Por meio da meditação mindfulness é possível treinar a mente para ignorar os estímulos externos, resultando em aumento de foco no trabalho, o que traz resultados efetivos na produtividade.

         Dessa forma, cada vez mais, as empresas têm percebido a importância de investir na qualidade de vida dos colaboradores, a fim de alcançar resultados satisfatórios para a própria companhia, visto que a mão de obra produtiva e qualificada é a mola propulsora para o sucesso de qualquer organização.

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A importância do autoconhecimento

Você acorda de manhã, se organiza para tomar banho, para ir trabalhar e se olha no espelho. Quem você vê? Uma pessoa melhor que antes? Uma pessoa que está em busca de crescimento, seja em qualquer âmbito da vida? Você conhece essa pessoa que, todas as manhãs, é refletida no espelho? Conhece os limites dela e seus sentimentos?

         Não conhecer essa pessoa refletida no espelho nos impede de planejar, nos impede de identificar e realizar nossos sonhos e além disso nos impede de viver nossa verdade, nossa plenitude e nosso propósito aqui nesse plano. Afinal, não sabemos o que aquela pessoa é capaz, não é mesmo?

         Quanto mais nos conhecemos, mais ampliamos nossa capacidade de cura e  desenvolvemos e potencializamos nossas habilidades e competências. A cura vem através de um processo de descoberta do que precisa ser melhorado dentro de cada um(a). A potencialização acontece quando cada um(a) finalmente se reconhece como alguém cheio de talentos e habilidades que podem e devem ser colocados em prática.
         Fazer esse mergulho em si mesmo, promove segurança, desperta a consciência e nos dar um maior poder de decisão e autonomia. Conhecer-se é de suma importância para assumir o controle das nossas emoções e consequentemente das nossas vidas. Ao desenvolvermos o autoconhecimento temos condições de estabelecer com maior clareza nossas metas, objetivos e propósitos.

         Sim, se conhecer não é um processo fácil e simples. Tocar em algumas feridas, reviver e reconhecer alguns medos e limites assusta um pouco. É uma tarefa bastante desafiadora pois incita diretamente a nossa racionalidade. Mas, quando nos permitimos e conseguimos nos conhecer a fundo, tudo começa a fazer mais sentido, a ter mais cor e saberemos compreender melhor o outro e tudo que nos rodeia.

         Além de ser um pouco desafiante é, também, um processo constante. Todos os dias estamos vivenciando coisas novas, reagindo a novas situações e conhecendo partes de nós, até então, nunca visitadas antes. Tudo que acontece de novo em nossas vidas serve para ensinar algo, logo estamos em constante mudanças e aprendizados. Por um lado, isso parece trabalhoso, mas os resultados são gratificantes e transformadores.

         Já parou para pensar o quão maravilhoso é descobrir uma nova habilidade, uma nova qualidade em nós mesmos? Isso nos deixa mais confiantes na vida, mais instigados e com uma melhor autoestima. E isso só acontece a medida que você permite se conhecer melhor e mais a fundo. O autoconhecimento nos proporciona saber exatamente como agir de acordo com cada situação que aparece em nossas vidas. E esse é o ponto principal: descobrir a sua natureza e saber como agir de acordo com o que o seu coração sente.

         Existem diversos métodos de autoconhecimento hoje em dia. Seja por meio de terapias com um psicólogo, seja pelos estudos esotéricos, pela astrologia, pela meditação, ou até mesmo por alguma prática espiritual/religiosa. O importante é você descobrir qual é o meio que vai fazer seu coração vibrar verdadeiramente, que vai te levar a encontrar sua essência, o que você tem de mais valioso e puro dentro de si mesmo.        

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Autocompaixão

Você pratica a autocompaixão?

         Vida corrida, acúmulo de tarefas, cobranças… Tantas obrigações diárias nos levam a prejulgamentos e análises rigorosas sobre nós mesmos e os outros. Boa parte delas bastante cruéis e injustas. Falar sobre autocompaixão e, consequentemente, sobre autoconhecimento, pode ser uma fonte geradora de empatia entre nós, seres humanos, nos levando ao caminho para libertação de sentimentos destrutivos como frustração, culpa e inadequação.

         A melhor maneira de entender a autocompaixão é despertar a compaixão pelos outros. Por que é tão desafiante admitir quando falhamos, quando agimos mal ou quando não temos paciência com uma determinada situação? Porque o nosso ego fica satisfeito quando projetamos nossas falhas nas outras pessoas? O medo do “espelho” nos leva a nos escondermos de nós mesmos, da nossa imagem real. Para vermos a nós mesmos de forma positiva, muitas vezes, inflamos nosso próprio ego e rebaixamos o dos outros para que possamos nos sentir bem em relação a eles. E isso nos traz uma reflexão: se for preciso me sentir melhor que você para estar bem, será mesmo que estou conseguindo te enxergar com clareza? E além disso, será que sou capaz de enxergar a mim mesmo(a)?

         A compaixão que direcionamos a nós mesmos deve ser a mesma que damos para as outras pessoas e vice-versa. Autocompaixão é perceber e aceitar nossa condição humana imperfeita, frágil e repleta de falhas e defeitos.

         Desde sempre, somos ensinados a não reclamar de determinadas situações e apenas continuar. Muitas vezes, não nos damos o direito de reconhecer nossos sofrimentos e dificuldades. Se estamos passando por algo complicado, dificilmente paramos, respiramos, meditamos, damos um passo para trás e reconhecemos como aquele momento é difícil para nós. Isso acontece porque vemos nossa dor com muitos julgamentos.

         É importante trazer para a consciência que todos nós podemos cometer erros durante nossa vida. Quando nascemos, não assinamos nenhum tipo de contrato que prometemos ser perfeitos e nunca falhar, não é mesmo? Errar é humano. Por mais clichê que pareça essa frase, é a realidade.

         A nossa sociedade é muito boa em alimentar essa ideia que não podemos errar e que tudo deve ser minimamente perfeito. Temos que estudar, ter um emprego dos sonhos, casar, ter filhos, adquirir bens e por aí vai. E se isso não acontece em um determinado período e tempo pré-determinados por essa mesma sociedade, somos tidos(as) como fracassados.

         A autocompaixão vem exatamente para desconstruir isso. Ter autocompaixão não é permanecer na passividade perante as falhas e erros cometidos. Ela ensina a acolher nossas sombras, aprender com elas, para que consigamos dar passos melhores e mais corretos. Busca, sobretudo, melhorar a situação.

         Não se culpe por se acolher diante uma falha ou um erro. Não se sinta fracassado(a) por isso. Não ache que praticar a autocompaixão é colocar os seus problemas em um patamar maior de importância perante os problemas das outras pessoas. Ter autocompaixão significa que ambos os problemas estão no mesmo nível de importância. Ter autocompaixão, é sobretudo, reconhecer a nossa dignidade.

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Por que escondemos nossas emoções?

Não estamos habituados a dar ouvidos a nossas emoções, muito menos nos permitimos dar vasão e lidar com elas, mas todo esse movimento tende a atrapalhar o nosso crescimento emocional.

É bem verdade que não temos o poder de controlar tudo que acontece conosco e em nossa volta. Mas podemos controlar nossas reações a cada uma dessas situações.

O modo de vida que estamos levando, nos permite cada vez menos entrar em contato com nossas emoções. Estamos vivendo no modo automático, preocupados muito mais com o externo que o interno. As distrações são inúmeras: celular, redes sociais, televisão, filmes, séries. Olha pra si acaba sendo um exercício bastante desafiador, pois desde sempre, não fomos ensinados a fazer esse movimento.

Cada dia que passa parece ainda mais difícil estar em silêncio, dificultando assim a percepção das emoções e ouvir o que elas podem nos dizer. Muitas vezes, achamos que não vamos dar conta nem vamos conseguir lidar com cada uma delas. E aí, o que normalmente fazemos? Varremos todos os nossos sentimentos para baixo do tapete, “empurramos com a barriga” até onde conseguimos.

Segundo alguns estudos feitos pela psicóloga Camila Cury, a verdade é que temos medo do que vamos encontrar se olharmos muito para dentro, que provavelmente é algo muito difícil de enfrentar e que não daremos conta. Diante disso pensamos: não posso demonstrar o que estou sentindo, não posso ficar triste, preciso sair para me distrair ou fazer alguma coisa. Além disso, muitas pessoas entendem que reconhecer e expressar emoções, é um sinal de vulnerabilidade e demonstrar vulnerabilidade e imperfeições dá um certo medo e desconforto.

Esse movimento de acumular emoções faz com que hajamos com impulsividade além de tomarmos muitas decisões sem refletir o necessário.
As emoções agem principalmente em três planos: pensamentos, comportamentos e relações sociais. Ser inteligente emocionalmente não é controlar os pensamentos ou eliminar certas emoções pessoais e também dos outros, mas sim mudar a nossa relação com as emoções para construir um caminho de vida mais harmonioso, rico e pleno de sentido.

Existem várias formas para utilizar as emoções ao nosso favor:

Identifique suas emoções
Enfrente cada uma delas
Acolha tudo que sente
Cuide bem de si mesmo
Estabeleça uma boa relação com seus pensamentos

É possível usar mindfulness (atenção plena) em todos esses tópicos, em especial se já estivermos praticando essa técnica regularmente. A essência do processo é estar mais consciente do próprio estado mental e emocional durante todas as situações que chegam até nós, discriminando o que estamos sentindo para que possamos, então, reavaliar e regular todas as nossas emoções.

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A Busca pela Felicidade

Vivemos nossa vida numa busca incansável pela felicidade.

Já pararam para pensar que essa busca é o combustível que move a humanidade? É ela que nos força a estudar, trabalhar, ter fé, construir casas, realizar coisas, juntar dinheiro, gastar dinheiro, fazer amigos, brigar, casar, separar, ter filhos e depois protegê-los. Ela nos convence de que cada uma dessas conquistas é a coisa mais importante do mundo e nos dá disposição para lutar por elas. E aí, quando alcançamos todas as conquistas, logo vem novas necessidades, novas coisas a serem alcançadas para que a sensação de felicidade permaneça, mostrando que essa sensação através dessas conquistas é meramente ilusória.

Essa busca distorcida pela felicidade vem através de uma ideia que a sociedade nos impõe que temos que estar felizes o tempo todo, que a tristeza é algo ruim e que não podemos dar vazão a ela. Vivemos uma época em que ser feliz é uma obrigação , as pessoas tristes são indesejadas, vistas como fracassadas completas. A doença do momento é a depressão. Segundo o escritor francês Pascal Bruckner, autor do livro A Euforia Perpétua, a depressão é o mal de uma sociedade que decidiu ser feliz a todo preço. Muitos de nós estão fazendo força demais para demonstrar felicidade aos outros e sofrendo por dentro por causa disso. Felicidade está virando um peso, uma fonte terrível de ansiedade.

Diante tudo isso, precisamos entender e aceitar que ser infeliz também é preciso. Ao encarar o sofrimento, a infelicidade de frente e identificar todas as suas causas, você dará um passo muito importante no caminho do autoconhecimento. São esses momentos infelizes que darão condições para você correr atrás da sua própria realização.

Não existem receitas de felicidade, nem um modelo que possamos dar aos outros, porém algo se repete na vida dos que se sentem felizes: eles são íntimos de si mesmos, ou seja, conhecem os próprios anseios e são fiéis a eles. E para isso, não existe outro caminho que não seja o autoconhecimento. É a partir dele que será possível identificar nossas vontades, nossos limites e tudo que faz o nosso coração vibrar verdadeiramente.

Todos aqueles que saem à procura da felicidade ou esperam a alegria chegar como uma encomenda, ainda não se deram conta de que a felicidade não reside em um lugar que não seja dentro de cada um, enquanto a alegria não está agendada para o depois que não se faça agora.

Respire. Entre em contato com você mesmo, estabeleça essa conexão. Sinta e descubra o que verdadeiramente te move. Assim como uma praia é feita de minúsculos grãos de areia, a felicidade pode ser formada da união de pequenas coisas.

Pense nisso!

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Como você lida com suas emoções?

Tristeza, alegria, raiva, medo… todas essas e mais algumas de nossas emoções têm um poder enorme, influenciando nosso dia a dia e a forma como nos expressamos e transmitimos nossa mensagem e nossa verdade para o mundo.
Inteligência Emocional nada mais é que a capacidade de administrar as próprias emoções e usá-las a nosso favor, além de entender as emoções das outras pessoas, construindo relações saudáveis e maduras, fazendo escolhas conscientes e adquirindo uma melhor qualidade de vida.
Quem tem Inteligência Emocional sabe pensar, sentir e agir de forma consciente, sem deixar que as emoções controlem sua vida e se acumulem de forma a reproduzir ou criar traumas e doenças psicossomáticas.
Diariamente, passamos por vários desafios, sejam eles no âmbito pessoal e/ou profissional. E em todos os âmbitos somos observados e cobrados para atender uma determinada expectativa e demanda imposta por muitos. Esse cenário é, por si só, bastante estressante e caótico, principalmente para aquelas pessoas que não conseguem dominar as suas emoções, não têm equilíbrio emocional. As emoções estão em toda parte e vivemos, direta ou indiretamente, sob o impacto delas.
Segundo dados divulgados pela Isma-BR, representante brasileira da International Stress Management Association. a cada dez brasileiros do mercado de trabalho, nove apresentam sintomas como ansiedade e depressão. Já a Organização Mundial da Saúde (OMS), estima que até 2030, a depressão ocupe o primeiro lugar como causa de invalidez no mercado de trabalho. E é exatamente por isso que se faz tão necessário falar sobre Inteligência Emocional e adquiri-la.
Trazer para a consciência que somos movidos muito mais pela emoção que pela razão é o primeiro passo para começar a desenvolver inteligência emocional. Somente dando a devida importância ao nosso interior, nossas emoções, pensamentos e história de vida, conseguiremos conquistar uma sociedade emocionalmente saudável. Sabendo disso, a meditação pode ser uma aliada bem importante nesse processo.
Quando reservamos um tempo para meditar, para nos ouvir, para conectarmos com nosso eu interior, encontramos, com o tempo e a prática, uma facilidade maior de identificar nossas emoções e lidar com cada uma delas. Regular as emoções é um dos muitos fenômenos produzidos pela prática regular da Atenção Plena (Mindfulness). Tomar consciência de nossas emoções e saber que elas influenciam a nossa capacidade de enxergar a realidade, é de suma importância para o nosso bem-estar e qualidade de vida.
Pare. Reserve um tempo para você, para se ouvir. Analise como você tem reagido às diversas situações e desafios que a vida te oferece. Perceba se suas reações estão ao seu favor, se elas têm contribuído para sua paz interior. Se escute, se conheça. Esse é o caminho.

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Autorresponsabilidade – assumindo as rédeas da sua vida.

Uma palavra que vem sendo bastante ouvida e usada nos últimos tempos…
Temos o costume de colocar nas mãos do outro a responsabilidade das nossas alegrias e dos nossos sofrimentos. Você já parou para pensar nisso?
Desde cedo, por medo das consequências, criamos o péssimo hábito de transferir a culpa para os outros ou para fatores externos como justificativa de nossas falhas. É tão comum que fazemos isso no modo automático. Porém, ao deixar de assumir nossos erros, perdemos não só a oportunidade de corrigi-los, como também o controle sobre várias situações de nossas vidas.
Veremos um exemplo que muitos de nós nos identificaremos: Final de um relacionamento amoroso. É bem habitual que as partes envolvidas culpem o outro pelo rompimento, apontando falhas cometidas. Além de culpar, muitas vezes, entram em um processo sofrido, achando que nunca mais serão felizes, que aquela determinada pessoa era o seu mundo e sua felicidade e que, consequentemente, ela é a culpada por todo sofrimento vivido naquele momento.
Pensando desta forma, a pessoa acaba esquecendo que existe sua contribuição para aquele momento está acontecendo, que a responsabilidade do final do relacionamento não é apenas do outro e sim de todas as partes envolvidas, o processo nunca é unilateral. Além disso, colocar a responsabilidade da felicidade e do sofrimento na mão da outra pessoa, acaba sendo um ato de autossabotagem. Como colar na mão do outro uma responsabilidade que é nossa e unicamente nossa?
Felizmente temos o poder de sermos felizes independente do outro e de situações externas. A verdadeira felicidade está dentro de cada um de nós.
Trabalhar a autorresponsabilidade desenvolve autonomia e autoestima. Tomar as rédeas de tudo que acontece em nossas vidas, seja o final de um relacionamento, um projeto fracassado, uma briga com um amigo, possibilita ver as coisas de um outro ponto de vista, de uma outra perspectiva. Autorresponsabilidade é entender que o resultado conquistado em qualquer situação são frutos, também, de seu comportamento e isso te motiva a mudar para alcançar resultados mais satisfatórios. Colocar a responsabilidade de toda situação na mão do outro é dizer para si mesmo que não temos força nem energia para mudar. E sabemos que isso não é verdade. O poder da mudança estar em nossas mãos. Pessoas que desenvolvem a autorresponsabilidade conseguem melhorar seus relacionamentos, ter uma vida mais equilibrada e mais produtiva.
Mas, a pergunta que não quer calar: Como desenvolver essa tal de autorresponsabilidade? O primeiro movimento que você precisa fazer é olhar para dentro. Refletir sobre suas próprias ações e como elas impactam a vida dos outro e do ambiente é uma ótima forma. Imergir em nossos pensamentos nos dá uma percepção mais ampla da realidade. E assim podemos discutir soluções para alcançar o que queremos. Isso parte tanto de uma mudança interior, tanto de uma mudança de hábitos.
Quando alcançamos a habilidade de ampliar nossa visão e questionar todas as coisas que nos acontece, sejam boas ou ruins, temos o poder de mudar nossa história. E isso é libertador!

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Mindfulness e os desafios do trabalho remoto

O novo Coronavírus (Covid-19) está provocando mudanças significativas no mercado de trabalho. Uma delas é o aumento da adesão ao trabalho remoto por diversas empresas e órgãos públicos para evitar a disseminação da doença.
Mas de que maneira é possível manter a produtividade alta trabalhando em casa? Uma boa resposta é praticar mindfulness (meditação) no home office. Manter a atenção plena nas atividades profissionais não é uma tarefa simples, principalmente, para os que têm filhos pequenos no lar.
É fundamental que haja bastante disciplina para a novo formato de trabalho não provocar o cansaço mental, o desgaste físico e uma queda acentuada de rendimento.
Antes de começar uma tarefa, procure fazer uma pequena pausa. Por exemplo, você vai escrever um relatório que exige bastante atenção. Nesse caso, é possível meditar por três minutos antes de iniciar essa atividade.
Ao adotar essa técnica, conhecida como 3 passos, você vai sentir a mente “mais limpa”, o que é fundamental para organizar as demandas e executá-las da melhor forma possível, minimizando a possibilidade de erros e de retrabalho.
Também não queira fazer tudo ao mesmo tempo. Um dos motivos é que o excesso de atividades desvia bastante a atenção. Assim, você enfrenta mais dificuldades de ficar concentrado no que está realizando no momento.
Por isso, evite, ao máximo, querer ser o profissional multitarefa, ou seja, aquele gosta de fazer muitas ações simultaneamente. Esse procedimento prejudica muito o rendimento, em diversos casos, além de provocar o temido estresse.
Ao colocar o mindfulness na sua rotina, você vai perceber que é muito melhor dividir as tarefas e fazê-las de cada vez. O bom senso e a calma devem ser as suas aliadas para melhorar o rendimento durante o trabalho remoto.
O mundo tecnológico nos oferece um fácil acesso às informações. No período de isolamento social, dar a famosa olhadinha no smartphone passa a ser uma ação cada vez mais comum ao longo do dia.
As mensagens de e-mail e do WhatsApp são um bom motivo para tirar o foco do trabalho. Para evitar esse problema, adote a meditação para fortalecer o seus pensamentos no que é realmente é necessário em cada momento.
À medida que está mais concentrado e tranquilo, maior será a sua capacidade de gerenciar as suas tarefas e de saber a hora adequada de executar cada atividade na sua rotina.
Por mais talentoso que seja, a falta de organização é um mal que prejudica bastante a performance. O primeiro passo para estruturar os seus pensamentos e as atividades profissionais é arrumar a sua casa, deixando o ambiente propício para o trabalho.
Sendo mais bem organizado, você terá as condições ideais para entender como praticar mindfulness no home office vai ajudá-lo a manter a calma e a executar as tarefas com mais eficiência.
Felipe Lapa e instrutor de Mindfulness formato pelo MIT (Mindfulness Trading Internacional), especialista em meditação e facilitador em processos de autoconhecimento e desenvolvimento humano.

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Impermanência da vida

Ver beleza na impermanência da vida é algo desafiador, porém, bastante possível e libertador. A partir do momento que aceitamos isso, saímos dessa necessidade de controle, que é a raiz dos nossos sofrimentos, doenças, medos, expectativas e angústias.

Nosso momento atual está sendo uma oportunidade única para aceitarmos e reconhecermos que, de fato, não temos nenhum controle da vida e de seus acontecimentos. A pandemia é algo que não podemos controlar, muito menos escolher não viver. Não podemos puxar a cordinha do ônibus, pedir parada e descer. Ela está aí. Mas, por mais desafiador que seja, existe um lado positivo em tudo que está acontecendo.

Viver é um mistério. Não sabemos se acordaremos vivos amanhã, se chegaremos em casa depois do trabalho, se acompanharemos o crescimento e desenvolvimento dos nossos filhos, por exemplo. Por mais doloroso que seja ler essas palavras, é a realidade de todos nós. Nada é permanente, a não ser a própria impermanência das coisas. O tempo todo, a vida interna e externa se movimenta e por mais que pensemos que podemos controlar certas coisas, estamos apenas escolhendo uma ilusão como guia.

Com a pandemia, com a morte de tantas pessoas, ficou um pouco mais latente tudo isso. E está aí a grande oportunidade que a ela está nos dando: viver o hoje. Estar mais ciente da impermanência da vida, da volatilidade da nossa existência, faz com que passemos a dar importância a coisas nem mesmo pensadas e valorizadas antes.

A pandemia está nos dando a oportunidade de desacelerar, de cuidar um pouco mais de nós mesmos, de olhar para dentro, de curtir um pouco mais nossa presença, de aproveitarmos os dias junto das pessoas que amamos, de fazer nossa comida, de valorizar um abraço, um aperto de mão. E isso se dá pela consciência da impermanência da vida.

Se a pandemia não acontecesse, qual seria o momento que daríamos conta de tudo isso? Qual seria o momento que pensaríamos sobre a brevidade de nossas vidas? Qual seria o momento que daríamos valor ao hoje, a saber que o presente é mesmo um presente?

É bem verdade que muitas pessoas, mesmo antes da pandemia, já estavam passando por esse processo de despertar, porém a grande maioria de nós estávamos vivendo no modo automático, sem se dar conta da beleza e da dádiva que é viver. A pandemia e o isolamento social nos trouxe muito mais que o medo do adoecimento da população. Em momentos de recolhimento como este pelo qual passamos aprendemos a valorizar o que importa e dar uma chance a outras perspectivas.


Tomar ciência da impermanência da vida, nos coloca em um lugar de gratidão. Gratidão pelo hoje, pela nossa saúde, pela nossa família, por nossos desafios diários, pelo nosso trabalho e por tudo que acontece ao nosso redor. Nada é por acaso e tudo está a serviço do nosso crescimento.
Pense nisso!