Ingratidão

Se temos o sol, a lua as estrelas, temos o mar, temos toda a natureza nos oferecendo tudo tão abunda­ntemente e absolutamente tudo eu precisamos, então porque reclamamos?.

Se reclamamos é porque não estamos percebendo esta dádiva que a existência nos oferece. A ingratidão que é a semente da reclamação, que acaba gerando e atraindo muitos desequilíbrios, infortúnios e inclusive muitas doenças para nossas vidas. Nem sempre é possível estarmos despertos e receptivos o suficiente para fazer esta relação de causa e efeito, de perceber q eu os infortúnios e as dificuldades estão relacionadas muitas vezes a ingratidão.

O orgulho é um reclamador profissional, nada está a altura dele. Nem o sol, nem a lua, nem as estrelas, não existe nada que o satisfaça, tudo é pouco. Normalmente o orgulho fala: eu mereço mais. Muitas pessoas vivem a vida focada nos sintomas e não na causa. A insônia e a ansiedade por exemplo: são sintomas e não as causas. Significa que existe uma corrente subterrânea atuando dentro de você.

Tem coisa acontecendo dentro de você, ou seja, inquietações que não te deixam dormir ou relaxar. Por exemplo: a ambição pode gerar grande inquietação. Muitas vezes a ambição não permite que a pessoa relaxe. Ela se torna ansiosa e preocupada de como conquistar mais e mais, está preocupada apenas em dar o próximo passo em subir degraus. Existe um eu idealizado. Que precisa conquistar cada vez mais para ter “segurança”. Para ter uma proteção e evitar ser humilhado ou exposto. Você tenta proteger a sua mentira. Como sustentar uma imagem que você aparentou para o mundo? É difícil, principalmente quando esta imagem é ameaçada por alguém ou por alguma circunstância.

Precisamos então, desenvolver a habilidade de lidar com as questões emocionais. Aprender a ver, sentir, ouvir e meditar a respeito daquilo que está diante de nós e dentro de nós. Quando desenvolvemos estas habilidades somos capazes de lidar com vários problemas, mesmo os mais urgentes, de maneira tranquila e serena e compassiva ao invés de reagir de forma conveniente a pressão da situação.

Desenvolver uma habilidade mental para lidar com estas questões é fundamental e normalmente não aprendemos isso em lugar algum. Lembre-se. Sempre que você sentir ingratidão e começar a reclamar, você está rebaixando a sua consciência. Você não consegue ver o que é belo. Você não consegue sentir a vida.

Comece a agradecer ao mistério ao milagre da vida e seu estado de consciência automaticamente volta a subir. Essa é a minha dica para este vídeo. Observe a ingratidão e pelo menos lembre-se de agradecer a vida.

Para quem não tem tempo

Uma das belezas que a prática da atenção plena nos proporciona é que não necessariamente você precisa de ter tempo suplementar do seu dia para praticar. Apenas precisamos treinar nossa mente para que esteja presente na ação, em vez de estar em alguns lugares, perdida em pensamentos. Isto responde aqueles que afirmam não terem tempo para treinar a mente, pois tem muitas atribuições, compromissos, responsabilidades e muitos problemas para resolver que não tem tempo para absolutamente nada.

Tem uma história bem legal para quem acha que não tem tempo para mindfulness.

Um aluno ou buscador, procurou um professor altamente bem-conceituado para aprender com ele sobre treinar a mente. Ele foi até o local que este professor dava aulas a seus alunos, mas ficou triste quando soube que havia uma grande fila de espera para poder ficar uns dias com este professor para aprender o que ele tinha para ensinar. Depois de muito insistir, ele conseguiu uma oportunidade de passar apenas uma semana neste local para aprender com o professor que ele tanto queria. Ele falou que estava disposto a tudo para ter uma oportunidade de ficar ali e aprender um pouco. No primeiro dia o professor o chamou antes da seção de passou-lhe algumas atividades que ele precisava cumprir antes de começar as práticas de mindfulness no salão principal com os outros alunos. Dia após dia quando este aluno pensava que ia ter sua primeira aula com o professor, o professor lhe passa mais tarefas antes da prática no salão. Até que um dia ele chegou até o professor e falou que ia embora dali. O professor falou: tudo bem. Obrigado por ter passado estes dias conosco. O homem ficou indignado. Como assim? Eu venho até aqui, luto para permanecer aqui, digo que vou embora e você nem quer saber o motivo? O professor com muita paciência falou: ok, por qual motivo você vai embora? E o aluno começou a falar: Aqui eu não tenho tempo para meditar. Como vou aprender a meditar se passo o dia inteiro fazendo coisas. Aqui não há tempo! O professor olhou com um sorriso no rosto e perguntou: quer dizer que não tens tempo para ser consciente? Com tanto barulho em sua cabeça o aluno replicou: é isso mesmo. Estou sempre tão ocupado com as tarefas que não tenho para estar presente. O professor Riu e então respondeu: Estás me dizendo que quando estar varrendo o pátio não tens tempo de tomar consciência da ação de varrer? Que quando estais passando as roupas no ferro, não tens consciência da ação de passar o ferro?

O objetivo de treinar a mente é tornar-nos mais conscientes. O tempo que temos para praticar é o mesmo, seja sentado de olhos fechados ou varrendo o pátio de olhos abertos. Neste momento o homem se calou, percebendo o quanto havia interpretado mal o treinamento da mente.

Como muitas outras pessoas, inclusive eu, pensava que para treinar minha mente eu precisava sentar completamente imóvel para meditar em silêncio. O treino da mente é muito mais flexível que isso. A prática de mindfulness nos mostra como podemos fazer as mais distintas atividades com a mesma qualidade mental. Não importa se temos uma vida sedentária ou muito ativa: temos a mesma oportunidade de praticar o mindfulness enquanto sentados como andando na rua ou num shopping. Todos temos as mesmas 24 horas independente de qualquer coisa. Quer estejamos conscientes das sensações físicas, das nossas emoções, dos pensamentos ou do conteúdo dos pensamentos, tudo é consciência e há sempre tempo para ser consciente.

Teoria e prática

Como todos sabemos existe uma grande diferença entre a teoria e a prática. Costumo explicar esta diferença com dois exemplos simples. A teoria pode corresponder a por exemplo ver um mapa e programar uma viagem, a prática, se dá quando você chega ao local. Por mais que você tenha planeja do tudo certinho, normalmente alguma coisa é deferente. Quando você chega ao local, você vive a experiência.

Da mesma forma você pode ler muitos cardápios e saber tudo sobre comidas. Saber os valores nutricionais, como são preparadas e cada detalhes que você deseje. Você pode saber tudo a nível da teoria, mas, provavelmente, enquanto não comer você não vai ter matado sua fome. Neste caso, comer e a prática que pode saciar sua fome e muitas vezes é completamente diferente der ver no cardápio. Ainda bem que os cardápios hoje em dia, colocam: foto meramente ilustrativa… e claro que é assim, pois a foto é apenas uma representação e o que pode ser agradável aos seus olhos, pode não ser agradável ao seu paladar. Ou seja, é preciso comer para sentir o gosto da comida.

Com o mindfulness é a mesma coisa. Você pode aprender a teoria e alguns conceitos, pode até ter feito algumas práticas, mas enquanto não fizer parte da sua vida, talvez você não sinta os verdadeiros impactos e benefícios do mesmo. Não se trata de um comprimido que você toma e pronto. Se trata de uma prática diária, um estilo de vida, é uma atividade regular e progressiva. Como tudo na via, quando mais você pratica, mais você desenvolve suas habilidades em mindfulness.

Embora estar presente exija um esforço consistente da mente, tal como a técnica de meditação, o tipo de esforço que é exigido é sem esforço. O esforço é, simplesmente, lembrar-se de notar quando foi que ficou embrenhado em pensamentos ou sentimento e, nesse momento, redirecionar sua atenção para o foco particular. Não importa se o foco é o sabor da comida que está a ingerir, o movimento do seu braço enquanto abre e fecha uma porta, o peso do seu corpo na cadeira debaixo de si, a sensação da água na sua pele enquanto toma banho, o som do seu coração em repouso ou durante atividade física, a sensação de um abraço, o cheiro da pasta enquanto escova os dentes ou mesmo o simples fato de beber um copo com água. A atenção plena pode ser aplicada à mínima coisa que se faz – sem exceções. Poder ser aplicado em atividade passivas ou dinâmicas, no interior ou exterior, no trabalho ou no lazer, sozinho ou acompanhado.

O que estamos falando é que não existe apenas uma forma específica de praticar mindfulness, não há necessidade de fechar os olhos nem de se concentrar na respiração.

Mais uma vez, mindfulness significa estar presente, consciente do que está fazendo, sem julgamento. É estar consciente do que está fazendo e como está fazendo. A maneira mais fácil é ter uma ancora para se concentrar e usamos nosso corpo ou a respiração por sempre estar conosco, ser de fácil acesso e sempre nos conectam com o momento presente. Sempre que perceber que sua mente divagou, recoloque a tenção ao ponto original de sal concentração e isso é tudo.

Ao concentrar em apenas um objeto por vez, é normal que a mente se acalma e é nessa calma que podemos fazer as coisas de forma diferente com mais qualidade, foco e concentração. Desenvolver esta habilidade é a diferença entre ter uma mente que parece fora do controle para uma mente estável e em paz.

Todos estes exercícios nos ajudam a acalmar os pensamentos e juntamente com isto vem a clareza. E esta é uma grande oportunidade para começar a perceber padrões e tendências da mente que o que nos ajuda a fazer melhores escolhas de como quer viver a nossa vida. Ao invés de ser aniquilado pelas emoções e os pensamentos improdutivos, podemos reagir da forma que realmente desejamos.

União Intuição e Razão

Estamos em um ponto da história que se faz necessário unir a intuição com a razão. À medida que você progride no seu trabalho pessoal de autotransformação, que começa a se desencantar das crenças do passado, consequentemente você vai se esvaziando e algo novo vai surgindo. É normal ir se permitindo ser guiado pela intuição. Mas também nesse momento, é necessário se valer da razão, da lógica, para encontrar caminhos ou soluções para os problemas atuais.

Você esteve ausente por tanto tempo na condução de seu veículo, permitindo que ele fosse conduzido por impulsos inconscientes que geraram consequências. Temos aprendido que nosso destino é construído através de nossos pensamentos, palavras e ações e que, se pensamentos, palavras e ações nascem dos impulsos inconscientes, que têm como base o medo, o ódio e outras dinâmicas negativas, é inevitável que criemos uma atmosfera nociva para a nossa própria vida.

Para encontrarmos saídas e soluções para essa reação destrutiva em cadeia faz-se necessário unir a intuição com a razão. É importante que observemos todas as situações com base nas leis naturais deste mundo, que assim se explica da melhor maneira possível. Mas também com base na sabedoria universal que nasce da nossa profunda interioridade, que muitas vezes se manifesta através de uma lógica que a razão formal não compreende.

O desenvolvimento da ciência ao longo dos últimos séculos, fez com que desenvolvêssemos bastante a razão. Nós nos tornamos hábeis no domínio da matéria. Mas agora, se faz necessário aprofundarmos no mundo do espírito para que enxerguemos com mais clareza aquilo que chamamos de realidade; aquilo que chamamos de matéria. Porque sem acessarmos esse núcleo interior de onde surgem a intuição e a sabedoria universal, nós nunca vamos ter uma visão objetiva da realidade. Nossa visão se torna limitada e incompleta, quando nossa consciência está adormecida. Enquanto não formos capazes de acordar a consciência em nós, não seremos capazes de ver a beleza da vida fora de nós. O que faz de nós limitados e obsediados pelo sentimento da limitação, que se manifesta como impotência, incompletude, insatisfação, mesmo que não saibamos identificar de onde vem esse sentimento de desencaixe. Muitas vezes você se tornou especialista na matéria e pode ir muito fundo no entendimento da matéria. Você dedica seus talentos, dons, esforços para entender cada vez mais como dominar este mundo e às vezes, até mesmo, acredita que vai se libertar do sentimento de desencaixe, incompletude, se você dominar a matéria. Mas não é possível preencher esse vazio se você está se movendo somente através da razão, até porque não é possível encontrar as respostas que você busca somente através da razão. A razão traz algumas respostas, geralmente respostas mais superficiais ou relacionadas à superfície da vida, mas para ter acesso a respostas de questões mais profundas, se faz necessário esse equilíbrio entre o saber e o ser.

Para que possamos colocar em prática essas metas no nosso dia a dia, é necessário encontrar esse equilíbrio. Esse equilíbrio começa a surgir quando você pode estar na condução do seu veículo. As possibilidades para o humano em desenvolvimento são infinitas. Tanto no que diz respeito à luz como na sombra; tanto para subir como para descer; para construir ou para destruir. E você muitas vezes se move de um lado para o outro, mas sem consciência do que está fazendo. Você se destrói e destrói a vida muitas vezes sem perceber, assim como muitas vezes você tem experiências luminosas de alegria, amor, sem nem saber como chegou ali também. Às vezes você tem uma noite maravilhosa com bons sonhos e acorda animado e feliz e às vezes você tem uma noite horrível com pesadelos e acorda sem nenhuma motivação, sem entusiasmo, e você não sabe de onde vem isso. De onde vêm esses sonhos? E esses sentimentos? Ou mesmo no seu dia: você tem dias abençoados, permeados de encontros felizes; permeados de sincronicidades; você se percebe alinhado com uma coisa superior e tem dias que parece que absolutamente tudo dá errado; uma série de encontros e situações desastrosas. De onde vem tudo isso?

Perceba que você é guiado por forças que você não conhece. Às vezes forças sombrias e destrutivas e às vezes forças luminosas, construtivas. Somos guiados pela dualidade, porém de uma forma inconsciente. Você não sabe para onde está indo, você está sendo levado e não sabe para onde. Não sabe se seu carro vai parar num lugar gostoso que você possa desfrutar ou se vai cair em um precipício.

Precisamos aprender e começar tudo do princípio ou da fase zero, que faz você se tornar senhor de si mesmo; que faz você conduzir o seu próprio veículo. A fase zero é ocupar o seu corpo, se colocar total na ação, viver o momento presente. Para isso você precisa estar acordado. Acordado significa parar de fantasiar; parar de sonhar a respeito de você e da sua vida. Esse sonho é o resultado do trânsito entre o passado e o futuro. Essa história que você conta às vezes, tem alguns elementos que são bem difíceis para você abrir mão, porque eles se tornam referências muito importantes de identidade e ocupam tremendamente a sua atenção. E, ocupar o corpo e estar aqui, presente, se torna um tremendo desafio para você. Esses pontos às vezes precisam ser mais bem compreendidos; precisam ser estudados. Normalmente o que te prende nesse ponto são sentimentos negados. O processo de estudo e autotransformação envolve liberar esses sentimentos para possibilitar uma flexibilidade nessa identificação, para que você possa se aventurar em ir além dessa identificação – identificação significa que você acredita ser aquilo.

Vamos, por exemplo, trazer um elemento da história que você conta para você: que você é inseguro e que por isso tem muito ciúmes. Você fica completamente refém dessa crença. Você acredita que é verdade que você é esse eu inseguro e que sente ciúmes. Você se torna esse eu inseguro e ciumento. Isso é identificação. Você está identificado acreditando ser esse eu inseguro e ciumento. É verdade que você é esse eu inseguro e ciumento? Ao menos em teoria sabemos que verdade é aquilo que não muda com o tempo. E ora você é esse eu inseguro e ciumento e ora você é outra coisa. Isso muda então isso não é verdade. O que ocorre é que, às vezes, a identificação é muito forte; você está encantado com essa sua história; você acredita ser esse eu.

O processo do despertar às vezes envolve ter que olhar de frente para isso. Compreender porque você precisou criar essa personagem e porque você está atuando nela até que você possa compreender que só é mesmo uma personagem e que você está atuando. Isso às vezes vem junto quando você tenta implementar a fase zero do processo. À medida que você começa a querer se colocar total na ação, a querer se esvaziar, ocupar o seu corpo, você se percebe sendo arrastado para lugares sombrios dentro de você, porque existe uma identificação muito profunda que ainda não foi ainda devidamente estudada e compreendida. Para compreender melhor estes aspectos você tem recebido um pouco de teoria e algumas técnicas. O que realmente vai fazer diferença e você continuar seus estudos e colocar os ensinamentos em prática com disciplina.

União Masculino e feminino

Tanto o homem como a mulher, carregam dentro de si uma porção masculina e feminina positiva assim como uma porção feminina e masculina negativa. Outra maneira de enxergar o despertar da consciência é através da integração dos opostos dentro de nós. Ou unir intuição e razão, que são expressões do feminino e do masculino dentro de nós.

Podemos dizer que a consciência cresce a medida que surge a união do feminino e do masculino dentro de nós. E até que essas correntes de energia se encontrem dentro de nós, nós vamos buscar um complemento fora de nós e as combinações possíveis do masculino e feminino positivo e negativo dentro de nós, são indefinidas, independentemente do gênero do corpo. Nosso trabalho é purificar o masculino e feminino interno. Quando falo de purificar, significa curar as feridas da alma que envenenam, contaminam o masculino e feminino e faz com que se manifestem de forma distorcida ou agindo através do medo e do ódio.

Numa determinada fase da jornada existe uma preponderância desses princípios agindo através de você. Às vezes, o que está se manifestando mais efetivamente é o masculino ou o feminino e isso pode se alternar. O masculino em você busca pelo feminino e vice-versa. A incompreensão a respeito desse tema tem gerado muita dor nesse mundo. Tanto é que uma das metas globais é a igualdade entre os gêneros, porque a desigualdade que ainda existe com muita força nesse mundo tem sido fonte de muito preconceito, discriminação e miséria. E tudo isso por conta de crenças a respeito do que é certo ou do que é errado; por conta de identificações com elementos da história que contamos para nós mesmos. Contamos que é errado uma pessoa se relacionar com uma pessoa do mesmo sexo; contamos para nós que isso é um erro; assim como contamos para nós que o homem é superior à mulher. Essa história vem sendo contada há milênios ao nível coletivo. Faz-se necessário compreender um pouco melhor estas questões.

Com relação à sexualidade, eu vejo que alguns se angustiam com essa questão: é errado se relacionar com pessoa do mesmo sexo? Isso vai atrapalhar o meu trabalho de autodesenvolvimento?

O que atrapalha o seu processo é a mentira, a negação. É você fugir de você. Se você tem atração pelo sexo oposto e foge disso para se relacionar com alguém do mesmo sexo, aí você está criando um problema para você; você está criando um obstáculo para a sua evolução. Se você tem uma atração por uma pessoa do mesmo sexo e você foge disso através de se esforçar em sentir atração por uma pessoa do sexo oposto, você vai criar problemas para você porque você está negando um impulso por conta de uma crença para poder ser aceito, para agradar e assim sucessivamente.

Qual a sua real necessidade nesse momento da sua jornada? Sinto que este ponto é realmente muito importante porque se não for devidamente compreendido você vai ser vítima de muito autojulgamento, autocrítica, culpa e muitos outros sentimentos negativos e vai contribuir para a discriminação, a separação em relação aos outros que estão ao seu redor. Por que você ainda está vítima de uma identificação está preso numa crença do que é certo e do que é errado. A verdade é que não tem o que é certo ou errado ou até tem, mas num nível que está muito além da mente. O que é certo é você seguir o seu coração. Podemos dizer que errado é você ser conduzido pela mentira, pelos impulsos inconscientes que te levam para a destruição, mas mesmo ainda isso é relativo porque às vezes um erro é necessário para te levar para o lugar certo. E se você entrou no emaranhado da mente, aí vai passar um tempo com dificuldades. Por isso praticamos mindfulness e ir a este lugar que está além da mente. Só na mente que tem essas divisões, separações. A mente está carregada desses rótulos todos e todas essas classificações; todas essas complexas histórias. O coração é muito simples. Sente que quer ficar aqui e fica, ou vai. É espontâneo e essa espontaneidade sempre se manifesta com sabedoria e compaixão.

O convite é para você começar a fase zero, que é onde você pode resgatar a inocência da criança; resgatar a espontaneidade, mas mantendo o discernimento do adulto. Nesse lugar não tem espaço para o julgamento; não tem espaço para comparação, para crítica.

A verdade é que não tem um livro ou curso que sirva para todos. Alguns acreditam que: “O meu livro é sagrado e é o único que tem a verdade para todos”, “Eu tenho a verdade”… Esse é o início da guerra: você acha que a sua verdade é melhor que a do outro.

Não é possível ter paz se existe essa crença. Para que haja paz se faz necessário ter respeito pelas diferenças. Essas diferenças são passagens; pontos de parada na jornada. Não é possível globalizar pontos de vista; não é possível globalizar seu sistema de crenças.

Cada um está no seu sonho, sua história e esses mundos se chocando uns com os outros o tempo todo. Como ter paz se você não respeita as diferenças?

Por mais que existam mundos parecidos, cada um tem sua particularidade. São sete bilhões de mundos; cada qual com suas histórias, seus dramas, seus sonhos, seus pontos de vista; suas idiossincrasias. Pois é, bem vindos a essa escola que é a encarnação humana nesse planeta: escola de relacionamento.

Autoengano

Se acredita ser carente, é inevitável que você espere receber alguma coisa do outro. Inevitavelmente, você cria expectativas. Isso é um grande problema, porque, por mais valioso que seja, você não tem garantias de que receberá o que quer. Por mais que seja hábil para convencer o outro a dar aquilo que você acha que precisa receber, você não tem garantia de que ele vai corresponder à sua expectativa.

Embora tudo que você procura fora de si mesmo esteja em seu interior, você não consegue enxergar essa realidade. O Ser que te habita é completo, ele não é carente de nada, mas a sua percepção encontra-se limitada por condicionamento e crenças, então não consegue perceber essa realidade. E por causa disso, você se torna um mendigo que, para receber uma migalha de atenção, vende a alma. Finge ser algo que não é; usa m’sacaras para agradar e receber um pequeno olhar, um pequeno carinho. Dessa forma, desperdiça a vida tentando forçar o outro a amar você. Esse é um estado de aprisionamento, de dependência profunda, que gera raiva. E essa raiva se volta contra você mesmo.

Você sente raiva porque, de certa forma, sabe que está vendendo a si próprio. Está se vendendo em troca de que? Certa vez alguém estava julgando a prostituição e meu mestre pensou: quem neste mundo não paga por sexo? Pelo menos as profissionais do sexo deixam o preço bem claro. Com esta reflexão ele gostaria de nos proporcionar a reflexão sobre quem não pago por sexo? Quem não paga para receber um carinho? Talvez não sejam com dinheiro diretamente, mas paga com coisas muito mais valiosas.

Estando envolvido pela ideia de carência, você paga com a sua espontaneidade e com a sua liberdade. Deixa de ser quem realmente é e se especializa em ser qualquer coisa que roube a atenção do outro. Você se especializa em tirar energia do outro e desenvolve estratégias para mantê-lo na sua mão. Isso é uma grande prisão.

As vezes para chamar a atenção, você usa a máscara da vítima: “eu vou me revoltar se você não olhar para mim.” Às vezes a máscara do autossuficiente: “Eu não preciso de você. Eu sou forte e dou conta da vida sozinho.” E as vezes você, simplesmente, é indiferente: “Não estou nem aí, estou acima disto tudo.” Esses exemplos são padrões clássicos, mas cada um deles tem infinitas possibilidades. Eles são apenas uma amostra daquilo que você faz para conquistar, dominar e manipular o outro de acordo coma sua necessidades de ser amado. São estratégias para forçar o outro a amá-lo, porém isso é impossível, porque o amor verdadeiro só pode ser dado de graça. Mesmo quando somos bem-sucedidos nesse jogo e conseguimos a atenção do outro, sabemos que não foi espontâneo. Então não confiamos e nos sentimos inseguros, frustrados e continuamos criando novas estratégias.

Este é um círculo vicioso que tem como principal característica a necessidade de amor exclusivo. Não basta ser atendido nas suas expectativas, não basta ser amado. Você tem que ser amado com exclusividade. Tudo tem que ser para você. A pessoa que está com você não pode olhar para o lado. Ela precisa olhar para você 24 horas por sai. Nesse caso, como confiar e relaxar? Não é possível estar no controle o tempo todo.

Perceba como este jogo é uma grande escravidão. Mas essa escravidão é criada pela mente para sustentar a falsa identidade. É o falso eu que acredita na carência. Ele acredita ser um mendigo e se torna um pedinte de atenção. E isso gera o que é, de fato, a maior miséria do ser humano: a carência afetiva. Essa é uma doença emocional que distorce a percepção da realidade. E nessa realidade limitada criada pelo ego, você depende da aprovação, do reconhecimento e da consideração do outro. Costumamos acusar o outro pelas nossas misérias. Precisamos aprender a assumir auto-resposabilidade.

Um outro autoengano está relacionado com o sucesso. A final o que é ter sucesso?

Para mim o verdadeiro sucesso tem haver com realizar as coisas com propósito. Muitos ainda condicionam o sucesso a conquistas materiais, ou seja, se você tem dinheiro, um bom cargo, ou algo do tipo, você tem sucesso. Não há nada de errado ter muito dinheiro ou um bom cargo mas muitas vezes as pessoas estão realizadas externamente e vivem como se estivessem vazias e frustradas. O que ocorre é que o ego se especializou em determinada coisa, aprendeu a se mover no mundo e com isso conquistou sucesso material. A pessoa se tornou especialista no fazer, mas não no ser. Entretanto, a completude somente é alcançada quando o ser e o fazer se alinham e se equilibram. Esse alinhamento ocorre quando o nosso propósito interno se manifesta externamente.

Muitas pessoas estão constantemente insatisfeita, querendo mais, pois nada pode preencher o vazio de não sermos quem somos. Mas durante um período não temos a consciência disso e acabamos construindo toda a nossa vida com base nessa identidade forjada. E a partir dela conseguimos muitas coisas. Podemos construir verdadeiros impérios, conquistar muito sucesso, fama, dinheiro e poder, mas não podemos conquistar a verdadeira felicidade. Isso que estamos conversando não é novidade. Aliás é um senso comum que “dinheiro não traz felicidade”. Mas o fato é que no fundo acreditamos que a felicidade vem dai.

Então nós lutamos pelo dinheiro e, dessa maneira, até conseguimos uma certa alegria, mas uma alegria passageira, tão frágil quando uma chama ao vento. Essa é uma felicidade sazonal, que vem e vai de acordo com a tendência da estação, de acordo com a moda. Você compra um carro novo, e isso te faz muito feliz até o momento em que um novo modelo é lançado, ou até o momento em que o seu colega compra um carro melhor. Se a sua felicidade depende de algo externo, se tudo que você conquista é para ser importante para o outro, isso não é felicidade, é dependência.

A verdadeira felicidade só pode nascer daquilo que é real, do que permanece. E aquilo que é real nasce da plenitude interior. É quando podemos nos sentir completos por sermos o que somos. E isso só possível quando podemos manifestar nosso propósito. Esse é o verdadeiro sucesso = é um sentimento de satisfação, de preenchimento, de estar no lugar certo. Quando isso acontece, nos harmonizamos com o fluxo da vida e, naturalmente, temos nossas necessidades atendidas. Tudo melhora, inclusive a vida material. A prosperidade, quando é fruto de um encontro consigo mesmo, é um presente divino que está a serviço de um propósito maior.

O Processo e as fazes da transformação

O despertar não é um processo linear. As vezes compreendemos algo e passamos a viver melhor com esta nova sabedoria e as vezes caímos em alguns buracos e voltamos a perder a percepção para distinguir a verdade da ilusão ou simplesmente não sabemos como lidar com os desafios.

Aprendi com meu mestre que existem alguns estágios na evolução da consciência me ajudou muito a compreender onde me encontro em cada momento de minha vida. As vezes estou surfando na crista da onda, e as vezes estou num vale escuro.

O primeiro estágio é onde a consciência da pessoa encontra-se adormecida. Nesta condição somos dominados pelos impulsos inconscientes. Estamos a deriva reagindo a aspectos de nossa personalidade que sabota a nossa verdadeira felicidade, ainda estamos com muitos mecanismos de defesa ativos para nos proteger dos choques de dor que sofremos ao longo da vida, principalmente na infância. Um exemplo bem simples por exemplo: ao sentir raiva, você fica cego pela mesma, ao senti ciúmes, você é tomado por ele. Estando tomado por estes sentimentos, você deixa de estar presente com a consciência objetiva ou com a realidade na sua forma verdadeira.

A pergunta que surge é: quem é você então? A raiva? O ciúmes? Nestes momentos você fica completamente identificado com esta manifestação emocional. Estar identificado significa tornar-se aquela faceta –você é aquilo, você respira aquilo, você só consegue se relacionar neste momento com o mundo a partir deste estado de dor. Neste estágio é comum não conseguirmos fazer nada a respeito. Nestes momentos não conseguirmos ver maneiras de agir de forma diferente, por que esta possibilidade nem passa por nossa consciência. No final, a raiva e o ódio são apenas mais um impulso inconsciente. Deixamos de ser o ciúmes para nos tornarmos a raiva. É o mesmo padrão de inconsciência entrando pela porta dos fundos.

No segundo estágio do desenvolvimento da consciência (o primeiro estágio do processo de despertar), começamos a perceber que não somos aquele impulso que está passando por nós e que estes impulsos não é nossa realidade final. Tudo é passageiro. Somos tomados pela inveja, ciúmes, raiva, ódio, mas uma porção de nossa consciência, mesmo que adormecida, sabe que isso vai passar. Uma parte de você sabe que esses sentimentos são apenas visitantes que foram convidados por algum motivo, mas que logo vão embora. Portanto nesse estágio começamos a nos distanciar daquilo que costumamos considerar nossa identidade para poder observar esses eu’s transitórios agindo através de nós. Se evoluirmos neste caminho, iremos perceber que em dado momento estamos tomados por essas entidades, mas saberemos que eles não são a nossa realidade final, porque nossa realidade permanece mesmo depois que esses eu’s partirem. Assim amadurecemos para o terceiro estágio da evolução da consciência, quando podemos escolher dar passagem ou não para estes sentimentos destrutivos. Você está domando pelo orgulho, essa parte que quer sempre ter a última palavra, que está sempre defendendo seu ponto de vista e tentando provar que a sua verdade é melhor que a do outro. Se já identificou esse aspecto em sua vida, você pode fazer diferente quando perceber que ele está começando a se manifestar a través de você. A escolha é a principal ferramenta utilizada no processo de redirecionamento da vontade. Sabemos que este caminho é longo e que haverão possíveis queda no percorrer do curso. As idas e vindas fazem parte do processo.

O terceiro estágio, no qual temos escolha, uma queda normalmente significa que as resistências do ego vieram com toda a força. O ego quer manter a identidade, ainda que ilusória e fará de tudo para impedir que seu poder seja reduzido. Nesse momento você pode sentir-se confuso. Tenha calma. A clareza voltará assim que as defesas do ego baixarem.

Lembre-se a vida acontece como uma onda: às vezes você está no topo, às vezes está no vale. Quando estiver no vale, não resista, apenas relaxe. Em pouco tempo você sobe novamente.

Em momentos como esse, lembre-se das ferramentas que você já tem disponível e pratique a meditação. É importante ter firmeza, determinação e disciplina. Mas também é preciso ter muita gentileza consigo mesmo. Uma dica é lembrar que tudo é passageiro. Se você caiu hoje, tudo bem! Amanhã haverá uma nova chance. Uma queda somente é um fracasso se não predemos com ela. Se as nossas quedas nos ensinam o que precisamos aprender, elas se transformam em sucesso. Lembre-se de desfrutar da vida e ria de seus fracassos, pois certamente quando foram superados, naturalmente você voltará a sorrir.

O 4 estágio do desenvolvimento da consciência é a integração dos aspectos negativos e dores do passado, o que significa transcender e transmutar estes sentimentos. Nessa etapa você precisará da luz da compreensão desenvolvida nos estágios anteriores. Essa compreensão o ajudará a sentir no fundo do seu Ser a relação de causa e efeito entre os fatos da sua vida e seu comportamento. Ou seja, você compreenderá no coração – não na mente – de onde vem sua intencionalidade negativa e por que ela vem. Então você liberta e acolher amorosamente os sentimentos negados que sustentam as feridas do passado e geram os padrões destrutivos. Acontece uma alquimia e por exemplo o medo se transforma em confiança, o orgulho em humildade e assim por diante. Essa é a essência do trabalho de que estamos praticando.

Uma das minhas metáforas favoritas para descrever este processo de evolução da consciência é:

Você está caminhando numa calçada e cai num buraco. Ali você permanece por muito tempo até encontrar uma forma de sair. Você não tem ideia de como caiu nem por quê. Outro dia, você esta passando pela mesma calçada e cai no mesmo buraco. Desta vez, você começa a observar porque caiu e como caiu no buraco e já sabe sair dele. Então da próxima vez, você caminha pela mesma calçada, cai no mesmo buraco, mas sai rapidamente. Até que, um dia, você esta caminhando pela mesma calçada e consegue para antes de cair no buraco. Meu mestre me falou que o processo de purificação está completo somente quando você anda pelo outro lado da calçada ou por outra rua.

Compreenda que por mais que tentamos colocar em palavras alguns estágios da evolução da consciência, ainda assim é limitante. Eles não são estáticos e se interpenetram. Ou seja, é possível que, em determinada área da vida ou em relação a algum aspecto você esteja no quarto estágio, mas, em outra área ou aspecto, esteja no primeiro. E também é possível que, no mesmo aspecto, você se mova de um estágio para outro, como descrevemos anteriormente. Estamos apensa conhecendo um mapa, um caminho para facilitar que você se localiza mais facilmente nesta jornada em relação a alguns aspectos. No entanto não se esqueça que por melhor que seja o mapa, o território real é sempre mais rico e melhor que qualquer mapa.

Adversidade: O Convite esquecido

A vida constantemente nos apresenta desafios, que encaramos como problemas, adversidades. Muitos deles são conhecidos e já nem nos surpreendem. Outros, no entanto, nos surpreendem nos momentos menos adequados. Grandes perdas financeiras, a morte de um ente querido, uma criança que nasce com necessidades especiais: a lista de adversidades é infinita. Como continuar confiando em Deus diante de fatos como esses, que tantos consideram injustiça, maldições ou má sorte?

 

Quando esse assunto vem à tona, eu me lembro da um aprendizado que meu mestre me ensinou: “nem mesmo uma só folha cai de uma árvore por acaso.” Ou seja, se esse desafio bateu na sua porta, é porque estava endereçado a você. Esse presente é pessoal e intransferível. Se você tentar se livrar dele, ele voltará acompanhado de outros desafios. Se você ainda precisa aprender através do sofrimento, ele vai aumentar em gênero, número e Grau, até que você possa decidir se responsabilizar pelos seus desafios.

Por exemplo: vou contar um história que chama-se: Dando boas vindas aos convidados.

É como se você tivesse enviado um convite para alguém para uma festa e tivesse esquecido. Então no dia marcado, o convidado chega para a festa e você está desprevenido, de pijama, descabelado e como a casa toda desarrumada. Você pode tentar negar que enviou o convite: “Festa? Não estou sabendo de nada. Não convidei ninguém. “ Mas o convidado está lá na sua porta, pronto para a festa. E, se você já o evitou algumas vezes, é possível que ele traga alguns amigos para acompanha-lo.

Se existe uma lei neste plano da qual você não pode escapar, é a lei da causa e efeito. Essa não é uma lei moral, dos homens, é uma lei da matéria, é mecânica, formulada por Isaac Newton, e diz: toda ação provoca uma reação igual e oposta. É uma lei básica da física.

Se nada acontece por acaso, certamente o convidado está trazendo alguma coisa para você. Eu sempre considero esse tipo de surpresa como um presente. E por que você se recusa a abrir o presente? Porque você está envolvido em um truque da mente que o faz acreditar que existe injustiça no mundo e que você é uma vítima dela. Mas não se engane, você não é uma vítima, não existe injustiça, o que existe é a lei da causa e efeito. Você é responsável pelo fato de o convidado estar na sua porta. Quem mandou o convite foi você, por mais que se esforce sem sucesso para lembrar quando foi que isso aconteceu.

Então você precisa ter coragem para tomar as atitudes necessárias. A primeira é assumir a responsabilidade. Se o convidado está ali, isso diz respeito a você. Você precisa resolver a situação. Peça ao convidado que espere enquanto se preparar para recebe-lo. Esse desafio certamente traz uma grande oportunidade para a sua evolução espiritual. Por isso, liberte-se completamente da ideia de que o Universo está contra você. Enquanto estiver envolvido por esse truque da mente que é a ideia de vítima, continuará preso na infância.

Você não assume a responsabilidade por aquilo que acontece na sua vida porque está viciado na sua brincadeira de faz de conta, em que você é uma vítima indefesa deste mundo cruel e injusto. Assim como uma criança que vai ao parque de diversão e de lá não quer sair, você está agarrado na saia da sua mãe, na barra da calça do seu pai, dizendo: “ eu não quero ir embora! Quero brincar mais um pouco! Quero sorvete! Quero balinha!” Você cresceu fisicamente e talvez intelectualmente, mas , emocionalmente, continua evitando o sofrimento. Evitando os desafios que a vida traz, você evita também o seu crescimento.

Por isso, tenha coragem para abrir o presente que o convidado traz. Talvez seja um grande desafio para você. Alguns desafios pedem muita estrutura pessoal para ser encaradas, mas lembre-se de que colocar o presente de lado, não vai fazer com que ele desapareça. Você tem essa ilusão mais isso não é possível. Mais cedo ou mais tarde, você vai tropeçar nele e o estrago vai ser pior. Se você não aceita o presente, ele o acompanha pela eternidade. Você vai carregar essa marcar pela eternidade. Então respire fundo e peça firmeza e coragem. “Força para seguir, fé para não esmorecer, luz para enxergar e amor para agradecer.” Porque esse presente desafiador está lhe dando a chance de ir além na sua jornada, está ajudando a evoluir espiritualmente mesmo que você não compreenda como ou porque.

.

Faça da sua vida um sorriso e um agradecimento diário

O sorriso sincero é um dos maiores símbolos de bem estar. Ele contagia quem está a volta. Normalmente, quando nascemos estamos chorando e as pessoas a volta estão sorrindo. O que você acha de viver a partir de agora de forma que, no final da sua vida, você seja a pessoa sorrindo?

O sorriso sincero é um dos maiores símbolos de bem estar. Ele contagia quem está a volta. Normalmente, quando nascemos estamos chorando e as pessoas a volta estão sorrindo. O que você acha de viver a partir de agora de forma que, no final da sua vida, você seja a pessoa sorrindo?

Para chegar lá sorrindo, precisamos começar a sorrir hoje, a agradecer hoje, a viver plenamente. E para começarmos esta caminhada, se você ainda não estiver nela (tenho certeza de que já está ), algumas dicas que aprendi a aplicar na minha vida:

1) Viva um dia de cada vez.

O planejamento, saber o que quer da vida, as suas metas, os seus objetivos são muito importantes, mas, tão importante quanto, é viver bem cada dia, cada momento. Atingir a meta é muito legal, mas viver a meta diariamente é muito melhor. Transforme sua caminhada de cada dia na sua felicidade, sorria e agradeça pelos passos que já deu a cada dia, não espere chegar ao final para comemorar. Comemore hoje, comemore agora. E se não tiver nenhuma meta para comemorar, comemore a vida.

2) Fale sempre das coisas boas, não dos problemas.

Isso não quer dizer que vai esquecer seus problemas; quer dizer que vai transformá-los em desafios, em soluções de crescimento e evolução para sua vida e é exatamente esta experiência de quanto aprendeu com cada desafio que você vai compartilhar.

3) Dentro de você existem todas as respostas que precisa.

A resposta para todos os desafios que a vida traz está dentro de você. A vida só traz aquilo que podemos suportar, por isso, se em algum momento se deparar com algo que pareça impossível de resolver, em primeiro lugar, agradeça. Agradeça a vida, pois se seu desafio é tão grande, é sinal que você também é. Veja cada desafio como um elogio da vida. Agradeça, acalme seu coração e tenha paciência porque a resposta vai vir.

4) Existem muitos sonhos esperando você para realiza-los.

Se você cria o hábito do aprendizado diário, também cria o hábito do crescimento diário. Crescendo e aprendendo, caminhamos a passos firmes para conquistar sonhos que nem sabíamos que existiam dentro de nós.

5) Esteja sempre atento a tudo que a vida trouxer.

Se alguma experiência se repete na sua vida: namorado(a) infiel, chefe carrasco, …, preste atenção no que ainda não percebeu, no que precisa aprender para ir além na sua vida. Se a atenção não estiver presente para que possa aprender a lição de cada momento, você vai ficar repetindo ciclos em vez de criar novos ciclos.

6) Quando o estresse, a raiva e a ansiedade vierem, respire.

Qualquer emoção muda nosso ciclo respiratório. Enquanto não encontrar a sua tranquilidade nas situações do dia a dia, use sua respiração para acalmar a emoção que vier. Respire profunda e suavemente e só faça algo, só tome uma decisão ou diga alguma coisa quando voltar a ficar tranquilo.

7) Separe algum tempo do dia para você.

Seja para fazer o que gosta, seja para não fazer nada, tenha sempre o seu momento de convívio pleno com você mesmo. Só aprendemos a conviver bem com os outros quando aprendemos a conviver bem com nós mesmos.

8) Seja você mesmo.

Aceite seus pensamentos, seu corpo, suas emoções. Se não estiver gostando do resultado de algum deles, faça algo ao seu alcance para melhorar. Se não está feliz com seu peso, faça atividade física e se alimente melhor. Se não está satisfeito com alguma emoção que tem em certos momentos, investigue e descubra o que a faz surgir, trabalhe passo a passo até que você a transforme. Independente de qual seja a mudança que quer fazer, ela começa sempre pela aceitação.

9) Olhe sempre para o céu, para as estrelas.

Olhar para o céu nos faz lembrar de que somos uma pequena parte deste imenso universo e,  seja o que for que estiver lá fora, estamos só começando a nossa caminhada rumo a essa compreensão. Da mesma forma, seja lá o que exista dentro de nós, estamos só começando a compreender. Ainda existem muitas coisas sobre nossos pensamentos, emoções, …, sobre o nosso cérebro que não compreendemos.

10) Quando falar, fale sempre com carinho e respeito.

Às vezes precisamos ser mais enérgicos no momento de nos colocarmos, mas sempre podemos fazer isso com respeito. Preste atenção se quando você abre a boca saem palavras com estas duas características: respeito e carinho. Se não for o caso, talvez esteja no momento de mudar…

11) Tenha um sentido de vida, um projeto de vida.

É muito bom ter uma direção quando caminhamos, agora, enquanto caminha, perceba tudo em volta, pois sempre pode haver uma indicação de como melhorar seu caminho. Tenha sempre direção, mas também tenha flexibilidade para se adaptar as circunstâncias e fazer da sua caminhada algo cada vez mais agradável.

Preste atenção em cada um desses pontos no seu dia a dia. Mantenha o que precisar ser mantido, ajuste o que precisar ser ajustado, mas acima de tudo, viva feliz, viva sorrindo, viva agradecendo por esta dádiva que temos chamada VIDA e por essas diversas ferramentas chamadas DESAFIOS que nos fazem lapidar cada dia mais o grande DIAMANTE que existe dentro de cada um de nós.

Deixando os problemas para trás

Ficamos tão presos a nossos sentimentos de correção, de certeza, de irritação, cinismo e afins, que esquecemos que podemos sentir de modo diferente.

Ficamos tão presos a nossos sentimentos de correção, de certeza, de irritação, cinismo e afins, que esquecemos que podemos sentir de modo diferente.
Essa “prisão emocional” que nós mesmos criamos nos leva a perder inteiramente a fé no amor duradouro, no comprometimento e na paz. No início, o desprendimento parece uma tarefa temerária, até impossível. A sensação é de que passamos de um problema para outro, e assim sucessivamente. Preste atenção no seu dia-a-dia: é um problema atrás do outro, do qual obviamente desejaríamos nos livrar, mas raramente conseguimos.
As dificuldades são tão importantes para a vida das pessoas que acabamos definindo os que nos rodeiam a partir de seus problemas. Preste atenção quando estiver conversando com os amigos sobre alguém do grupo que não está presente. Quer de modo positivo, quer negativo, os problemas dessa pessoa serão realçados.
Isto também acontece com nossa auto-imagem. Temos a tendência a pensar em nós, até mesmo no significado da vida, do ponto de vista das dificuldades que vivemos.
Todos nós já ouvimos falar de alguém que enfrentou uma terrível tragédia em relativa paz. No entanto, existem pessoas que mal conseguem lidar com a rotina e se sentem massacradas pela vida.
Os problemas nos atingem na medida da nossa preocupação. A chave para se alcançar a fluidez, o repouso e a liberdade interior não é a eliminação de todas as dificuldades externas, mas sim o desapego ao padrão de reação a essas dificuldades.
As crianças nos surpreendem quando conseguem expressar a felicidade mesmo vivendo em situações precárias ou em lares violentos. Em geral, são necessários muitos anos de trauma físico ou emocional para que este sentimento seja realmente destruído.
Pesquisas mostram que, mesmo em zonas de guerra, campos de refugiados ou áreas de fome, grande parte das crianças mantém sua capacidade de brincar e ser feliz em meio a circunstâncias de horror impensável.
Para perceber a diferença entre a maneira como adultos e crianças abordam a vida, não é preciso ir muito longe —
Uma criança não distingue o valor de um brinquedo pelo preço ou material do mesmo. Ela brinca com uma pedrinha, independente se é de outro ou sem qualquer valor agregado a mesma.
Copiar a abordagem infantil da felicidade não é se comportar como uma delas, mas sim ver o mundo como elas veem. É abandonar as percepções estreitas e as respostas prontas. É admitir sem restrições que as pessoas à nossa volta são o que são e que estamos ali com elas para o que der e vier.
Transformar-se numa “criança” é abrir mão da responsabilidade de julgar e de estar certo em todos os momentos. Isso elimina os bloqueios e permite a ampliação de nossa capacidade de apreciar qualquer coisa ou, pelo menos, de estarmos serenos e em paz.

Existem três coisas que você precisa abrir mão: julgar, controlar e ser o dono da verdade. Livre-se das três, e você terá a mente íntegra e vibrante de uma criança.

A principal característica das crianças pequenas é sua objetividade: elas mostram o que sentem e sabem o que querem. Claramente, elas estão ligadas à sua essência, seu instinto. Mas as crianças não são perfeitas ou invulneráveis. Na verdade, elas captam as lições positivas e as negativas que lhes são ensinadas e parecem escolher, principalmente, os medos inconscientes e as ansiedades dos adultos que estiverem a seu redor.
Mesmo que você, quando criança, não gostasse de determinada opção de vida escolhida por seus pais e tenha até decidido que não cometeria esse erro quando crescesse, certamente se flagrou, já adulto, dizendo as mesmas palavras ou agindo da maneira que queria evitar. Isto mostra como somos vulneráveis quando crianças.
Existem crianças que aprendem a ter suas próprias opiniões e até a sentir ódio, numa idade surpreendentemente precoce. Se você já viu isto acontecer, sabe que elas já perderam contato com sua felicidade e autoconfiança natural. Elas aprenderam a duvidar dos outros e aplicam essa lição em si mesmas. Se elas não são confiáveis, ninguém mais o é.
Só quando crescemos nos tornamos conscientes do que significa incorporar comportamentos e depois abrir mão deles. É a única maneira de assumirmos a responsabilidade pela paz e pelo bem-estar de nossas mentes.

.